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A desilusão do Arsenal na Liga dos Campeões: Lições da derrota com o Paris e o caminho a seguir

A meia-final da UEFA Champions League de 2024/25 testemunhou outro capítulo de agonia para o Arsenal Football Club, que perdeu por 3-1 no resultado agregado com o Paris Saint-Germain (PSG) após uma exibição valente, mas falhada, no jogo da segunda mão. Esta eliminação gerou um intenso debate entre fãs e analistas, revelando problemas sistémicos no plantel e destacando momentos de brilhantismo passageiro. Para um clube que luta para reconquistar o seu lugar entre a elite europeia, esta partida serve tanto como um choque de realidade como um catalisador para a transformação — uma narrativa pronta a ser explorada num post de blogue.

1. Colapso tático: o colapso do flanco esquerdo

O lado esquerdo do Arsenal tornou-se uma fraqueza gritante durante toda a eliminatória. O jovem defesa Skelly, colocado sob os holofotes da meia-final, cometeu vários erros que expuseram a sua inexperiência. À sua frente, a tomada de decisões do extremo Martinelli atraiu críticas: a sua tendência para driblar demasiado ou forçar cruzamentos sem criar oportunidades claras neutralizou a ameaça de ataque do Arsenal. O PSG aproveitou essa vulnerabilidade, com investidas potentes do lateral direito e finalizações precisas de avançados como Ousmane Dembélé.

A ausência de uma estratégia coesa para lidar com este desequilíbrio — como a de colocar um médio-defensivo para cobrir Skelly ou instruir Martinelli a simplificar o seu jogo — recai sobre o treinador Mikel Arteta. A sua relutância em fazer substituições oportunas até que o jogo estivesse fora de alcance sublinhou ainda mais a rigidez tática.

2. Declínio do Capitão Ødegaard e Vazio de Liderança

Outrora aclamado como o pilar criativo do Arsenal, Martin Ødegaard teve mais uma exibição decepcionante. Para além do remate defendido por Gianluigi Donnarumma na primeira parte, o norueguês contribuiu pouco em termos de passes incisivos ou ritmo de trabalho defensivo. Os críticos argumentam que a sua regressão desde que se tornou pai retirou o dinamismo do meio-campo da equipa, deixando o Arsenal dependente de passes laterais seguros em vez de jogadas penetrantes.

Como capitão, a falta de liderança vocal de Ødegaard em momentos de alta pressão também atraiu a ira. Ao contrário de líderes icónicos do Arsenal, como Tony Adams ou Patrick Vieira, não conseguiu reunir os seus companheiros de equipa quando o PSG intensificou a pressão — um forte contraste com a dupla combativa de médios do PSG, Vitinha e Warren Zaïre-Emery.

3. O debate sobre a "mentalidade do jogo grande"

A eliminação do Arsenal reacendeu as discussões sobre a sua fragilidade psicológica em partidas decisivas. Apesar de liderar o seu grupo na Liga dos Campeões e derrotar o Real Madrid nos quartos de final, a equipa desmoronou perante a fisicalidade e disciplina tática do PSG. Isto reflete fracassos passados: em 2023/24, foram eliminados pelo Bayern Munique nos quartos de final, depois de desperdiçarem a vantagem do jogo da primeira mão.

Os adeptos apontam para o contraste entre a resiliência doméstica do Arsenal — onde desafiou o Manchester City pelo título da Premier League — e a sua timidez europeia. A ausência de um artista "decisivo" com provas dadas, como Thierry Henry ou Cesc Fàbregas no seu auge, continua a ser uma lacuna enorme.

4. Implicações financeiras e reconstrução de verão

Embora a campanha na Liga dos Campeões tenha reforçado as finanças do Arsenal — ganharam 87 milhões de libras em prémios monetários da UEFA esta época, o valor mais elevado entre os clubes ingleses — a eliminação na meia-final sublinha a necessidade de reinvestimento estratégico. As áreas que requerem atualizações urgentes incluem:

Um avançado de classe mundial: a inconsistência de Gabriel Jesus e o limite limitado de Eddie Nketiah deixam o Arsenal excessivamente dependente da criatividade de Bukayo Saka.

Profundidade defensiva: os erros de Skelly realçam os riscos de confiar em produtos de ginásio não comprovados em partidas críticas.

Meio-campo de aço: a ausência de Declan Rice devido a suspensão na segunda partida expôs a falta de um suplente robusto.

Notavelmente, empreendimentos comerciais como a venda de Camisolas Arsenal — uma fonte básica de receitas — podem beneficiar de contratações importantes. Apresentar um nome de super-estrela não só aumentaria o desempenho em campo, como também aumentaria a procura de produtos, combinando a ambição desportiva com o pragmatismo financeiro.

5. O lado positivo: juventude e visão a longo prazo

No meio da desilusão, o núcleo de jovens talentos do Arsenal — Saka (23), Martinelli (24) e William Saliba (24) — oferece esperança. O seu crescimento nas últimas duas temporadas, incluindo a busca pelo título da Premier League 2023/24, sugere que o projeto está no bom caminho. O desafio é manter estas estrelas e, ao mesmo tempo, adicionar líderes experientes para os orientar em jogos de alto risco.

A capacidade de Arteta para aprender com esta derrota definirá o seu legado. Imitar a campanha de Arsène Wenger até à final em 2006 — um feito alcançado com uma equipa igualmente jovem — exige adaptabilidade tática e força mental.

Conclusão: Uma encruzilhada para os Gunners

A eliminação do Arsenal na Liga dos Campeões é amarga, mas também esclarece o seu caminho em frente. Corrigir falhas táticas, revitalizar a liderança e fazer contratações astutas podem transformar esta equipa em verdadeiros candidatos. Para os adeptos, vestir as suas camisolas de futebol com orgulho — seja no Emirates ou em salas de estar de todo o mundo — continua a ser um ato de fé no potencial duradouro do clube.

À medida que a janela de transferências de verão se aproxima, a mensagem é clara: o Arsenal precisa de evoluir ou correr o risco de repetir este ciclo de quase glória. O sonho de erguer o troféu da Liga dos Campeões persiste, mas só decisões ousadas o tornarão realidade.